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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Por erro de copiloto, avião com 117 a bordo voa quase de cabeça para baixo


Segundo conselho de segurança japonês, aeronave chegou a girar 131,7°.
Duas aeromoças ficaram feridas; força centrífuga teria diminuído impacto.



Um avião da companhia aérea All Nippon Airways (ANA), com 117 pessoas a bordo, chegou a voar quase de cabeça para baixo por um breve período após o erro de um copiloto no início deste mês, informou nesta quarta-feira (28) o Conselho de Segurança em Transportes doJapão em coletiva divulgada pela agência Kyodo News.
O chefe do conselho de segurança, Nohirito Goto, afirmou que os dados recolhidos do Boeing 737-700 mostram que a aeronave fez uma curva à esquerda e para baixo após um copiloto acionar um comando errado.
A linha das asas da aeronave chegou a girar 131,7° em sentido anti-horário em relação ao horizonte, deixando o avião "quase com a barriga para cima", segundo o conselho.
"A força centrífuga (devido à curva que o avião estava fazendo) pode ter ajudado a diminuir o impacto nos passageiros", disse Goto.
Em outra coletiva realizada no mesmo dia, o vice-presidente executivo da ANA pediu desculpas aos passageiros pelo ocorrido. O incidente teria sido causado quando o copiloto, na intenção de abrir a porta da cabine para o comandante que voltava do descanso, confundiu um botão próximo ao leme com o botão que destrava a porta, também localizado no painel.
O voo 140, que ia de Naha a Haneda, conseguiu aterrissar no aeroporto de Tóquio em segurança, apesar de ter despencado 1.900 metros em apenas 30 segundos, quando se encontrava a uma altitude de 12.500 metros.
Duas comissárias de bordo ficaram levemente machucadas, e quatro passageiros reclamaram de problemas de saúde.

fonte: G1

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Novas tecnologias transformam Boeing 787 em 'avião dos sonhos'


Principal inovação foi o uso de materiais compostos, o que permitiu a fabricação de uma aeronave mais leve, mais resistente e mais econômica



O Boeing 787, lançado oficialmente nesta segunda-feira, é o tipo de lançamento que só se vê a cada 50 anos. A aeronave representa a primeira mudança drástica desde o Boeing 747, lançado na década de 1960. É mais leve, polui menos, é mais econômico, consegue voar mais longe e faz menos barulho. Nada modesta, a empresa decidiu batizá-lo de Dreamliner, ou avião dos sonhos, um trocadilho com a palavra airliner (termo em inglês para aviões comerciais).

Saiba mais

MATERIAIS COMPOSTOS
Feitos principalmente de plástico reforçado com fibra de carbono, os materiais compostos são mais leves que o alumínio, mas tão resistentes quanto ele. Permitem mais liberdade no desenho das aeronaves, deixando-as mais leves, econômicas e seguras.
A nova aeronave da Boeing consegue avançar em várias áreas graças ao material utilizado na construção (veja gráfico abaixo), aos motores de última geração e a uma série de novos recursos eletrônicos. De acordo com Fernando Catalano, chefe do departamento de Engenharia Aeronáutica da Universidade de São Paulo (USP), a utilização de materiais compostos, como a fibra de carbono, para a construção da fuselagem do avião, causou um efeito em cascata. 

"Como o avião é 20% mais leve e tão resistente quanto à geração anterior, construída basicamente com alumínio, ele consegue carregar mais peso, economizar combustível e permite mudanças na aerodinâmica", explica em entrevista ao site de VEJA. Por causa dos materiais compostos, os engenheiros conseguiram fazer com que a ponta da asa do 787 fosse curvada para cima. "Em velocidade de cruzeiro, esse formato deixa a nave mais rápida e economiza combustível", afirma Catalano. 

Outra inovação que aumenta a economia da aeronave é a quantidade de novos componentes eletrônicos. "Eles permitem que sejam usados menos sistemas hidráulicos e pneumáticos e faz com que o próprio avião possa produzir energia durante o voo", explica o engenheiro. "Além disso, os circuitos eletrônicos ajudam a reduzir a emissão de poluentes."

A Boeing também apresentou motores mais silenciosos e mais econômicos no 787. Catalano explica que as turbinas do novo avião são dotadas de algo chamado caixa de redução, um dispositivo que reduz a velocidade das hélices. "Como elas são muito grandes, as lâminas da turbina podem superar a velocidade do som", disse o professor. As caixas de redução ajudam a diminuir essa velocidade, reduzindo o consumo de combustível e o barulho da turbina.

Uso militar — Apesar de serem novidade no setor comercial, as novas tecnologias já vêm sendo usadas pelos militares há algum tempo, segundo Catalano. "Como a aviação civil requer cuidados extras, todas as novidades precisam ser provadas e comprovadas ao longo de anos." Agora que a Boeing abriu o caminho, outras empresas e governos terão uma base de dados para certificar, comprar e fabricar os novos componentes.

O especialista acredita que outros gigantes do setor irão seguir o mesmo caminho da Boeing. A europeia Airbus já utiliza uma mistura de alumínio e fibra de vidro para a fabricação de um material mais leve na construção do 'superjumbo' A380, o maior do mundo, capaz de levar até 853 passageiros. A Bombardier também estuda projetos que utilizam materiais compostos para a construção de aviões. Fabricante de aviões de menor porte, a japonesa Kawasaki já anunciou que vai lançar uma aeronave que também utiliza materiais mais leves. A ideia é competir com a brasileira Embraer, que possui laboratórios de materiais compostos em São José dos Campos, no interior de São Paulo e em Portugal.






sexta-feira, 23 de setembro de 2011

AeroManiacos: Partículas lançadas de laboratório da Suíça para I...

AeroManiacos: Partículas lançadas de laboratório da Suíça para I...: Segundo os pesquisadores, elas chegaram 60 nanossegundos mais rápido do que a luz. A polêmica é que, segundo Einstein, nada no universo pod...

Partículas lançadas de laboratório da Suíça para Itália causam polêmica


Segundo os pesquisadores, elas chegaram 60 nanossegundos mais rápido do que a luz. A polêmica é que, segundo Einstein, nada no universo poderia ser mais rápido que a velocidade da luz, nem um nanossegundo.


Cientistas europeus anunciaram uma descoberta que promete abalar os fundamentos da física. Partículas conhecidas como neutrinos foram lançadas de um laboratório, na Suíça, em direção a outro laboratório, na Itália, a 730 quilômetros de distância.
Segundo os pesquisadores, elas chegaram 60 nanossegundos, ou 60 bilionésimos de segundo, mais rápido do que a luz. A polêmica é a seguinte: segundo Einstein, nada no universo poderia ser mais rápido que a velocidade da luz, nem um nanossegundo.

Satélite não cairá nos Estados Unidos, diz NASA


A NASA divulgou um comunicado informando que, embora não saiba ainda exatamente onde seu satélite UARS cairá, já tem uma certeza: não há risco de queda em solo Norte-Americano.






O equipamento, que pesa 6,5 toneladas, foi colocado em órbita em 1991. Após 14 anos de funcionamento medindo ozônio e outras substâncias da atmosfera, ele foi aposentado e passou a perder altitude, puxado pela gravidade terrestre.

Há semanas a NASA vem alertando que o satélite de 10,6 metros de comprimento e 4,5 metros de diâmetro deve entrar na atmosfera nesta sexta-feira (hoje). Embora a maior parte dele seja incinerada na queda, até 26 peças, com um peso total de 500 quilos, poderão sobreviver e cair em algum lugar do planeta.

O local estimado da queda abrange praticamente todo o globo, mas a NASA afirma que a probabilidade de um acidente é baixa: a chance é de uma em 3.200 que uma peça atinja uma pessoa.

Embora tenha informado que o UARS deve cair na tarde ou começo da noite de hoje, a NASA diz desconhecer o local de impacto. A única certeza, segundo ela, é a de que ele não estará sobrevoando a América do Norte no período – o que livra os Estados Unidos e os outros países do continente do risco.


E a America do Sul? A ANAC e a FAB ainda não se pronunciaram quanto a isso e faltam aproximadamente 5 horas para o impacto.


quinta-feira, 22 de setembro de 2011

AeroManiacos: Falha em motor esquerdo pode ter causado queda de ...

AeroManiacos: Falha em motor esquerdo pode ter causado queda de ...: Informação foi divulgada pelo Cenipa nesta quinta-feira (22). Avião caiu após decolar no Recife deixando 16 mortos em julho. Uma falha ...

Falha em motor esquerdo pode ter causado queda de avião no Recife


Informação foi divulgada pelo Cenipa nesta quinta-feira (22).
Avião caiu após decolar no Recife deixando 16 mortos em julho.





Uma falha em uma peça do motor esquerdo pode ter causado a queda do avião bimotor LET-410 da Noar Linhas Aéreas, em julho, deixando 16 mortos no Recife (PE). A informação foi divulgada pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) nesta quinta-feira (22).

Conforme as investigações do órgão, uma aleta da turbina esquerda, que foi trocada quatro dias antes do acidente, sofreu fadiga e se rompeu, o que gerou a perda do motor. Segundo o Cenipa, o rompimento pode ter sido causado por um defeito de composição do material ou por defeito de instalação da peça.

O chefe do Cenipa, brigadeiro Carlos Alberto da Conceição, explicou que a falha pode ser um dos fatores que contribuíram para a queda da aeronave, mas que a investigação não é conclusiva. O brigadeiro também disse que o objetivo das investigações não é apontar culpados ou responsáveis, mas tentar entender o que aconteceu.
No final da tarde desta quinta (22), a Noar concedeu coletiva de imprensa para comentar o pronunciamento do Cenipa. A companhia afirmou que a manutenção do motor foi feita por técnicos e mecânicos da fabricante GE no sábado anterior ao acidente. Após a manutenção, de acordo com a Noar, a aeronave passou por testes terrestres e aéreos e voou, inclusive com passageiros, por aproximadamente 17 horas.
O bimotor da Noar havia decolado do aeroporto internacional do Recife com destino a Mossoró, no Rio Grande do Norte, no dia 13 de julho. Quatro minutos após a decolagem, a aeronave caiu em um terreno perto da Avenida Boa Viagem. Os 14 passageiros e dois tripulantes morreram.

Fonte: ANAC